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E se você der muito certo na carreira… o que vem depois?



Dinheiro, visibilidade, possibilidade de comprar o que quiser, conforto, viagens.Mas também mais responsabilidade, cobrança, pressão, solidão.


Essas são algumas possíveis consequências do crescimento na carreira.


Essas reflexões apareceram com força no livro Medo de Dar Certo, de Natalia Souza. Ao longo da leitura, me vi em muitas das histórias que ela compartilha e tenho certeza de que muita gente também se identifica.


Muitas vezes, não travamos por falta de competência ou capacidade. Travamos por medo de não saber lidar com o que vem depois. E, na maioria das vezes, esse medo é inconsciente.


E se você estiver evitando aquela promoção?

Ou adiando a decisão de aceitar uma proposta para um cargo de gestão?

Ou ainda observando vagas incríveis divulgadas no LinkedIn ou na intranet da sua empresa, mas nunca se inscrevendo porque acredita que “ainda não está pronto”?


Será que você realmente não está pronto… ou será que é medo do sucesso?


Esse medo tem origem nas nossas crenças, construídas a partir do ambiente em que fomos criados, e também no desejo natural do nosso cérebro de permanecer em um lugar confortável e seguro.


Uma frase do livro ficou ecoando na minha cabeça:

“Para que nossa vida ganhe um cômodo a mais, precisamos desconstruir as paredes internas que nos fecham em lugares pequenos.”

Leia de novo.


Crescer dá medo. E tudo bem que dê. O medo não é algo ruim porque ele existe para mapear riscos e nos tornar mais cautelosos. O problema é quando permitimos que ele nos paralise.


Sempre que dei um salto na carreira, o processo foi extremamente desafiador. Sofri, chorei, achei que não fosse conseguir, que não era boa o suficiente. Mas, como sempre, dei tudo de mim: fui aprender o que não sabia e contei com toda a rede de apoio que tinha, mesmo quando ela estava distante fisicamente (em vários momentos da minha vida, isso significou morar em outros estados).


E deixa eu te contar: é muito gratificante olhar para trás e perceber que a gente dá conta. E dá muito mais do que imagina. Melhor ainda é perceber que saímos mais fortes e mais preparados, tanto como pessoas quanto como profissionais.


No livro, a Natalia traz uma dica simples mas que faz toda a diferença na hora de decidir. Ela sugere responder a duas perguntas:


1) O que de pior pode acontecer se der errado?


2) O que de melhor pode acontecer se der certo?


Depois de ter essas respostas, é hora de analisar e decidir de forma mais racional.


Se tem algo que aprendi ao longo desses anos é que a gente não perde ninguém e não deixa de pertencer. Pelo contrário: ganhamos novos amigos, novas conexões, passamos a pertencer a novos lugares e, principalmente, inspiramos outras pessoas.


Sempre que dizemos sim a uma oportunidade, existe um mundo enorme e cheio de coisas boas, logo alí, depois do medo.


Magáli Casanova Dal Magro

 
 
 

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